Localizada no Centro-Oeste de Minas Gerais, Pains é uma cidade onde a tranquilidade típica do interior se encontra com uma das histórias geológicas e arqueológicas mais fascinantes do Brasil.
Ano de 1943 (Emancipação em 31 de dezembro)
8.142 habitantes
8.341 habitantes
421,86 km²
19,30 hab./km²
0,728
0,46
Cerrado
Muito antes dos colonizadores chegarem, estas terras já eram habitadas por antigas populações indígenas. Pains está situada no coração do Carste do Alto São Francisco, uma formação geológica raríssima que esconde maravilhas subterrâneas. A cidade é guardiã de inúmeras grutas, cavernas e de monumentos impressionantes, como a icônica Pedra do Cálice — uma formação rochosa esculpida pela natureza há cerca de 60 milhões de anos.
A história de Pains guarda raízes curiosas que deram origem ao seu nome. A região foi inicialmente habitada por membros da família Paim Pamplona, e o hábito das pessoas de dizerem a expressão “vou aos Pains” acabou batizando definitivamente o município. Relatos também contam que os primeiros povoadores do local teriam sido fugitivos políticos vindos de São João Del Rei, adeptos de Tiradentes, que aproveitaram as famosas grutas calcárias da região para se refugiar da Coroa Portuguesa.
O marco oficial do surgimento da cidade, no entanto, ocorreu na primeira metade do século XIX, liderado pelo Capitão Manoel Gonçalves de Melo. Em 1854, o capitão mandou construir, próximo à sua fazenda, uma igreja em honra a Nossa Senhora do Carmo (a atual Igreja Nossa Senhora do Rosário). O crescimento do povoado foi impulsionado sete anos depois, quando Gonçalves de Melo e seu confrontante, Manoel Antônio de Araújo, doaram doze hectares de terra ao redor da capela para servirem como a sede da colônia.
Foi a partir dessa doação que o núcleo urbano de Pains realmente ganhou forma. Em um espaço defronte à igreja recém-construída, o capitão ergueu uma casa para cada um de seus filhos, dando origem ao histórico Largo da Matriz. Graças a essa forte iniciativa religiosa e estrutural que organizou os primeiros quarteirões da cidade, o Capitão Manoel Gonçalves de Melo é oficialmente considerado o fundador do arraial de Pains.
Sustentada pelo trabalho de um povo acolhedor, Pains ganhou fama como a Capital do Calcário, sendo a extração mineral a grande base do seu desenvolvimento moderno. O nosso Brasão de Armas traduz perfeitamente a identidade painense: além da coroa mural que simboliza a autonomia do município, a haste de milho e o touro representam a nossa forte e persistente vocação agropecuária. Pains é, hoje, uma cidade que olha para o futuro e cresce, mas sem perder o ar puro, a segurança e o respeito profundo pelas suas próprias origens.
Construção da Capela de Nossa Senhora do Carmo.
Distrito nomeado como Nossa Senhora do Carmo de Pains.
Passou a ser conhecida como Carmo do Pains.
A cidade passa a se chamar definitivamente Pains.
Eternizando a história geológica e indígena da região.